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Início O que desenvolvedores procuram em uma vaga

  • Foto de Geekhunter Geekhunter
  • dezembro 26, 2024
devs procuram

O que desenvolvedores procuram em uma vaga

Muito se fala sobre a alta demanda de profissionais de TI no mercado de trabalho. A Computing Technology Industry Association afirma que nada menos do que 93% dos empregadores da área estão tendo a maior dor de cabeça para atrair colaboradores qualificados mundo afora.

No Brasil, o gerente de RH da 99, Diego Rondon, deu entrevista dizendo que teve acesso a uma pesquisa que estima em cerca de 70 mil o número de vagas não preenchidas em tecnologia por aqui, com destaque para desenvolvimento Web e mobile.

Mas o que será que desenvolvedores procuram em uma vaga?

E por onde andam os profissionais com os melhores perfis para essas oportunidades? Segundo o arquiteto de sistemas David Veksler, da Foundation for Economic Education, antes de mais nada, vale lembrar que os bons programadores são aqueles que investem 90% de seu tempo estudando e testando formas de chegar às melhores soluções.

Na outra ponta, os profissionais ruins desperdiçam um tempo similar tentando basicamente resolver bugs e cia. Ter acesso aos melhores profissionais, portanto, é essencial porque implica em economia de tempo e dinheiro e impacta diretamente no sucesso do seu projeto/negócio. Mas como fazer para identificá-los e, importante, atraí-los?

Parte 1: atraindo os melhores perfis

Especialistas apontam que um bom começo é levar em consideração os seguintes 7 pontos:

1) Pergunta número 1: a pessoa tem um perfil de quem vai acrescentar ao time? Não adianta ser o cara mais talentoso do mundo, mas que faz o tipo “eu me amo, eu me basto”. Não há talento ou currículo que justifique o estresse de ter alguém sem disposição para trabalhar em equipe. Ele contamina o clima organizacional e pode ainda fazer com que você perca um bom talento.

2) Não generalize. A pouca experiência nem sempre deve ser considerada como um fator impeditivo. Se o profissional está motivado, tem “sangue nos olhos”, valorize isso, caso a vaga permita investir um pouco mais de tempo na preparação dele.

3) Priorize referências profissionais, e não indicações com motivações pessoais – parentes, amigos, conhecidos. O boca a boca, as indicações vindas de outros programadores e de gestores da área são ótimas maneiras de encurtar o caminho até os melhores.

4) Profissional com habilidade de resolver problemas. Eis um perfil super valorizado. É a combinação perfeita entre o conhecimento técnico e jogo de cintura (inteligência emocional).

5) Talento para se comunicar. Quem nunca ouviu a frase: “não basta ser, tem que parecer”? O profissional é bom, mas nota zero em comunicação: não se sabe a quantas anda o projeto, se ele está com dificuldades ou se precisa de mais tempo ou mesmo de ajuda. Daí, no prazo final, vem a surpresa: “não deu para fazer”.

6) Testes práticos são imprescindíveis. Programar, muita gente diz que sabe, mas hora “h” as máscaras caem. Não há como fugir de botar o candidato para codar.

7) Ele diz que tem muita bagagem, então confira. Peça para ver um projeto antigo – um site, um app – e/ou para ter referências sobre a performance com antigos clientes.

A arte de fazer as perguntas certas

A equipe da Young Entrepreneur Council separou um roteiro de entrevista para funcionar como um filtro do bom programador:

  • Conte um pouco sobre você e sua experiência (uma forma de conhecer o início da carreira e tudo o que vem construindo na trajetória);
  • Em que períodos do dia você é mais eficiente? (entender os picos de produtividade);
  • Você se vê como um programador ou um gerente de projeto (o importante é que ele saiba como se revezar entre uma outra função, porque certamente terá que desenvolver os dois papéis);
  • Como é para você gerenciar uma equipe de programadores (testar o talento para a gestão de equipe);
  • Como você resolveria esses problemas? (chance de expor problemas que vocês tiveram e peça para que diga como solucionaria);
  • Temos urgência. O que você faria para acelerar a solução (capacidade de lidar com pressão de prazos);
  • E se pedíssemos algo que você nunca fez (jogo de cintura, comprometimento);
  • Isto é o que esperamos de você (jogo aberto com o candidato, momento em que ele entenderá não só o que esperam tecnicamente dele, mas de uma maneira geral).

Parte 2: mostrando que a sua empresa é a melhor escolha

Ok, passos devidamente seguidos, você tem bons candidatos a programadores identificados. E como mostrar para eles que a sua empresa é a melhor escolha? Bethany Merzewisc, do Hiring Success Journal, revela 3 coisas que todo programador espera ver na sua vaga de emprego:

  1. Fale sobre a missão e seus valores. Aproveite para consolidar seu employer branding. Mostre para o candidato que vocês têm muito em comum, que não é só uma vaga de emprego, que há um propósito genuíno.
  2. Um horizonte pela frente. Não se trata apenas de aplicar para uma vaga, mas de querer sentir que deu o primeiro passo em uma organização que disponibiliza uma visão clara de futuro. Aprender e crescer são interesses ansiados pela grande maioria.
  3. Ênfase aos benefícios. Temos batido bastante na tecla de que não se trata apenas de salário. O pessoal do Hiring Success Journal garante que 9 de 10 devs recusariam uma oferta que pagasse 10% a mais, porém sem benefícios atrativos. Boa estrutura física, equipamentos de ponta, flexibilidade de horários e de dress-code, auxílio-estudo e participação nos lucros são itens que têm o super poder de despertar forte interesse dos programadores.

Moedas valiosas, que não são dinheiro

Robin Walling, investidor anjo, garante que há 7 coisas que os desenvolvedores gostam tanto ou mais do que de dinheiro – ok, eles querem ganhar bem, mas costumam achar irresistíveis propostas que incluam:

  1. perspectiva de sucesso
  2. bons gestores dando as cartas
  3. oportunidade de aprender
  4. chance de exercitar a criatividade
  5. ter voz
  6. ser reconhecido pelo empenho
  7. participar de um projeto que faça a diferença

O que não fazer!

Já que hoje priorizamos listas, vamos a mais uma. Marek Kaluzny, do site Devskiller, faz um ótimo apanhado do que NÃO se deve fazer sob pena de deixar escapar um bom programador:

  • Priorizar o conhecimento e a experiência em detrimento de sua capacidade de solucionar problemas e aprender rápido;
  • Basear a competência na formação acadêmica (muitos devs são autodidatas, vindo de áreas diversas);
  • Basear a competência unicamente na performance no emprego anterior (há que se levar em conta o papel que desempenhava);
  • Basear a competência nos anos de experiência (passar anos fazendo a mesma coisa ou mostrar disposição para sempre fazer mais e melhor?);
  • Entrevistar todos que aplicaram para a vaga (a não ser que você e equipe tenham muito tempo a investir).

Aproveita e dá uma conferida no nosso podcast Hacks para retenção de desenvolvedores com Thuany Schutz, Gerente de Pessoas da Involves.

Soluções inteligentes para identificar e selecionar os melhores

Cruzar e combinar todas essas variáveis não é tarefa fácil. Cuidar de cada detalhe requer muito empenho, dedicação e tempo. O desafio de tornar mais inteligente, rápido e assertivo o processo de seleção de profissionais tech fez surgir empresas como a GeekHunter, que descomplicam o acesso aos melhores talentos de TI do mercado.

É a oportunidade de deixar toda a pré-seleção nas mãos de uma equipe que une a teoria clássica de recrutamento à business intelligence e ao data science. É a tecnologia se consolidando como grande aliada da área de RH ao disponibilizar uma plataforma de recrutamento que otimiza esse processo tão complexo, focando os esforços nos profissionais de maior potencial!

Quer saber mais sobre como a tecnologia pode levar a contratações mais rápidas e eficientes?

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